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REDES DA CRIAÇÃO

REDES DA CRIAÇÃO - ITAÚ CULTURAL

Espetáculos de música e poesia, palhaços, debates com cineastas, escritores e cientistas e uma oficina de artes visuais estruturam a série de encontros Redes da Criação. A atividade tem o objetivo de discutir o processo de criação em suas diversas manifestações: arte, literatura, mídia e ciência. Muito tem sido dito sobre esse tema, o que o levou à banalização e gerou a irônica pergunta “Então, agora tudo é processo?”.

O evento, uma resposta a essa provocação, propõe uma crítica do processo, sustentada por reflexões sobre a complexidade das redes criativas. Com curadoria da professora e ensaísta Cecília Almeida Salles, Redes da Criação realiza uma abordagem crítica que não enfoca somente a criação final tal como é entregue ao público. Pretende-se, assim, gerar mais conhecimento sobre processos e oferecer um denominador comum para tratar as diferentes formas de expressão. Muitas questões da produção contemporânea envolvem uma complexa e intrincada relação entre obras e seus processos de construção.

A crítica processual tornou-se, portanto, fundamental para discutir a arte, principalmente aquela produzida nas últimas décadas, que necessita de um olhar capaz de abarcar a obra em sua dinamicidade, dado que leituras de objetos estáticos não se mostram mais satisfatórias nem eficientes. Nesse sentido, Redes da Criação se relaciona ao fenômeno da emergência – geração processual de resultados imprevisíveis –, tema da próxima exposição Emoção Art.ficial 4.0, com abertura prevista para 1º de julho de 2008.

 
 
 PARTICIPANTES

Arrigo Barnabé é músico, compositor, professor, criador do álbum Clara Crocodilo (1980), idealizador e apresentador do programa Supertônica (Cultura FM/SP), artista-residente na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor de trilhas sonoras para filmes como Doutores da Alegria (2005), de Mara Mourão.

Carlos Fajardo é artista plástico, arquiteto e professor do Departamento de Artes Plásticas na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Foi bolsista da Funarte e da Fundação Vitae e participou da Bienal de São Paulo entre 1967 e 1987, da Bienal de Veneza em 1978 e 1993, da Bienal Brasil Século XX em 1994 e da 25ª Bienal de São Paulo em 2002.

Caru Alves de Souza é produtora e diretora. Dirigiu o making of do filme Antônia (2006) e o curta-metragem para celular Alô? (2006) e fundou, com Tata Amaral, a Tangerina Entretenimento.

Cecília Almeida Salles é professora do programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e autora do livro Gesto Inacabado: Processo de Criação Artística e Redes da Criação: Construção da Obra de Arte.

Daniela Kutschat é artista e pesquisadora. Doutora em artes pela ECA/USP e docente nas habilitações em artes e interface digital do curso de design e no mestrado em design do Centro Universitário Senac. Em 2007, iniciou o projeto Pensarte, coletânea audiovisual de depoimentos de artistas sobre processos de trabalho.

Dimitre Lima é webdesigner, designer gráfico e ilustrador especializado na criação de fontes. Mantém, desde 2005, um site no qual expõe parte de suas obras (dmtr.org).

Hermes Renato Hildebrand é graduado em matemática, mestre em multimeios (Unicamp) e doutor em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Realiza pesquisa sobre processos criativos e relações entre linguagens de comunicação nas novas mídias eletrônicas.

Ignácio de Loyola Brandão é escritor, jornalista e autor de, entre outros, A Altura e a Largura do Nada e O Menino que Vendia Palavras, prêmio de Melhor Livro Infantil 2007 pela Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Escreve crônicas para O Estado de S. Paulo.

João Anzanello Carrascoza é publicitário e professor da ECA/USP, onde fez mestrado e doutorado. Publicou O Vaso Azul, Duas Tardes, Dias Raros e O Volume do Silêncio, além de obras infanto-juvenis. Dos prêmios que recebeu, destacam-se o Guimarães Rosa/Radio France Internationale e o Jabuti.

João Silvério Trevisan é roteirista, dramaturgo, jornalista, tradutor, escritor e diretor de cinema. Entre seus trabalhos estão três livros vencedores do Prêmio Jabuti: Troços e Destroços, Ana em Veneza e O Livro do Avesso, e o longa-metragem Orgia ou o Homem que Deu Cria.

Jogando no Quintal é um espetáculo de palhaços centrado no improviso. Dois times criam cenas com base nas sugestões do público. Doze atores se revezam ao longo das três apresentações, entre eles seus criadores: César Gouvêa e Marcio Ballas.

Kiko Goifman é antropólogo, documentarista, autor do livro e do CD-ROM Valetes em Slow Motion. Vencedor do Grand Prix Mobius Paris/98, atuou no núcleo de net art da 24ª e da 25ª Bienal de São Paulo. Dirigiu os longas-metragens 33 e Atos dos Homens.

Lisette Lagnado é crítica de arte, co-editora da revista Trópico e curadora-geral de exposições, como as da 27ª Bienal de São Paulo. Doutora em filosofia pela USP, é professora no mestrado de artes visuais da Faculdade Santa Marcelina, autora do livro Leonilson – São Tantas as Verdades e coordenadora do Arquivo Hélio Oiticica (Projeto HO, Itaú Cultural).

Marcelino Freire é escritor, autor de Contos Negreiros e Angu de Sangue, entre outros, e organizador da coletânea Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século. Atualmente trabalha no lançamento do programa de TV Saideira e no primeiro romance, Gonza-H.

Maria Bonomi é gravadora, escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora. Defendeu tese de doutorado sobre arte pública na ECA/USP; foi bolsista da Ingram-Merrill Foundation e estudou no Pratt Institute Graphics Center, em Nova York.

Nelio Bizzo é biólogo, mestre em biologia genética e doutor em educação pela USP. Tem experiência em metodologia do ensino de ciências, história e filosofia da biologia, darwinismo e evolução. Foi credenciado pesquisador da Universidade de Cambridge para estudar os manuscritos e a biblioteca pessoal de Charles Darwin.

Paulo Almeida é artista plástico, selecionado pelo Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2005-2006. Participou de exposições coletivas como as da IX Bienal de Cuenca, no Equador. Em 2007, realizou a primeira mostra individual: Coletiva 17.11.2004 – 13.01.2007, na Galeria Leme, em São Paulo.

Raimundo Carrero é escritor, jornalista e realizador de oficinas literárias. Autor de Ao Redor do Escorpião… Uma Tarântula?, Somos Pedras que se Consomem, prêmios Machado de Assis e APCA, e As Sombrias Ruínas da Alma, prêmio Jabuti, entre outros.

Ricardo Aleixo é poeta, ensaísta, compositor e professor de design sonoro na Universidade Fumec (MG). É autor de Trívio e Máquina Zero, entre outros livros. Desenvolve o projeto multimídia Modelos Vivos, com bolsa do programa Petrobras Cultural. Em sua apresentação haverá a participação do músico Benedikt Wiertz (sitar, esraj, trompete) e de Alexandre Tripiciano, artista visual, dançarino contemporâneo e capoeirista.

Rubens Fernandes Jr. é pesquisador, crítico de fotografia e curador de exposições, no Brasil e no exterior, como Assimetrias, de Geraldo de Barros (Prêmio APCA 2006 de Melhor Curadoria). Doutor em comunicação e semiótica pela PUC/SP e autor do livro Labirinto e Identidades –Fotografia Brasileira Contemporânea 1946-1998.

Rubens Rewald é diretor de cinema, autor teatral, escritor e professor de dramaturgia audiovisual da ECA/USP. Entre suas obras estão os longas Corpo (2005) e Esperando Telê (2006), os curtas Cânticos (1989) e Mutante… (2002), as peças Caminhos e Umbigo e o livro Caos/Dramaturgia.

Silvia de Lucca é musicista, pesquisadora e especialista em composição pelos conservartórios de Zurique e Genebra. Realiza pesquisas e palestras e idealiza e elabora projetos socioeducativo-culturais, tratando do papel exercido por meios de comunicação na concepção musical brasileira, como o projeto Arte dos Sons. Participa de sua apresentação Sérgio Nader, arranjador e instrumentista (guitarra, violão e piano popular).

Tata Amaral é cineasta e diretora dos longas-metragens Um Céu de Estrelas (1996), Através da Janela (2000) e Antônia (2006). Realizou diversos curtas-metragens, além de videoinstalações e programas de TV, incluindo a série Antônia, baseada no filme, indicada ao Emmy Internacional.

Uakti é um grupo musical mineiro formado por Artur Andrés (flautas e percussão), Décio Ramos (percussão e sopros) e Paulo Santos (percussão e cordas). Desenvolve, desde 1978, trabalho ligado à música instrumental e à pesquisa de novas sonoridades. Para isso, utiliza extensa série de instrumentos artesanais confeccionados por seu diretor musical, Marco Antônio Guimarães.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

sexta 30 maio a domingo 15 junho 10h às 19h30
obra em processo Das Curadorias
com Paulo Almeida
piso térreo

Durante Redes da Criação, o público pode acompanhar a produção de uma trabalho artístico no qual o próprio processo é a obra em transformação. Neste projeto, a pintura, instalação e performance se confundem. Em uma tela de 250 x 700 cm, o artista Paulo Almeida realiza uma pintura com várias camadas, formada pelas representações de 175 obras expostas pelo Itaú Cultural. Com isso, o trabalho do artista, com 142 horas e meia de duração, dialoga com a história das exposições de artes visuais do Instituto. Mas o processo de produção da obra não se esgota ns tela. Dia 15 de junho, às 14h30, o artista e profissionais cenotécnicos vão desmontar a estrutura que ambienta e sustenta a tela. A desconstrução faz parte da obra.

sexta 30 maio 15h às 18h30
painel I Redes da Criação
sala vermelha 50 vagas [os interessados devem se inscrever em atendimento@itaucultural.org.br]

O diálogo entre a artista Daniela Kutschat, que explora ambientes imersivos-interativos, e o documentarista Kiko Goifman busca compreender as redes de suas criações, demonstrando como pesquisas, erros, lembranças, entrevistas e acasos intergram suas obras.

sexta 30 maio a domingo 1 junho 19h30
espetáculo-oficina com Uakti
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

O Uakti realiza show e revela seu processo de criação e educação musical. Ao usar instrumentos artesanais, confeccionados pelo diretor musical Marco Antônio Guimarães e feitos de matérias-primas inusitadas, como vidros, tubos de PVC, borrachas, pedras, cabaças, rodas de bicicleta, o grupo mineiro desenvolve trabalho singular ligado à música instrumental e à pesquisa de novas sonoridades.

sábado 31 maio 15h às 18h30
painel II Crítica e Curadoria
sala vermelha 50 vagas [os interessados devem se inscrever em atendimento@itaucultural.org.br]

Os curadores Lisette Lagnado e Rubens Fernandes Jr. debatem como projetam e realizam seus trabalhos, os possíveis modos de fazer curadoria, a relação entre crítica e curadoria e o diálogo entre projetos curatoriais e projetos dos artistas.

terça 3 junho 19h30
debate Oficinas Literárias e a Criação em Prosa
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

João Silvério Trevisan e Raimundo Carrero, escritores e oficineiros, discutem suas propostas de ensino de criação e seus processos criativos. Participam do debate João Carrascoza e Marcelino Freire, escritores que freqüentaram as oficinas literárias de Silvério e Carrero, respectivamente.

quarta 4 junho 19h30
debate Não Verás País Nenhum – A Realidade Construída
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

O escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão apresenta sua documentação produzida ao longo da escritura de Não Verás País Nenhum.

sexta 6 junho 19h30
espetáculo-oficina Além de 12 Sons
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

O músico, compositor e professor Arrigo Barnabé apresenta espetáculo-palestra musical, ao longo do qual comenta as diversas fases de sua carreira e seu processo de composição.

sábado 7 junho 15h às 18h30
painel III Processos
sala vermelha 50 vagas [os interessados devem se inscrever em atendimento@itaucultural.org.br]

O artista Dimitre Lima e o biólogo Nelio Bizzo discutem se há semelhanças entre as gêneses das formas da natureza e da arte. Serão abordadas as possibilidades de interação entre arte e ciência e como obras artísticas são tiradas de seus ambientes críticos restritos e dialogam com processos científicos, naturais ou sociais.

sábado 7 junho 19h30
espetáculo-oficina Nem Uma Linha Só Minha
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

Performance intermídia do poeta e designer sonoro Ricardo Aleixo, com participação do bailarino Alexandre Tripiciano e do músico e artista plástico Benedikt Wiertz. Fundindo elementos de poesia vocal, rádio-arte, text-tanz, capoeira, videopoesia e improvised music, os três artistas instauram no palco um jogo de contínuas improvisações em que a meta é o estabelecimento de aproximações entre elementos de várias linguagens.

quarta 11 junho a sábado 14 junho
14h às 18h encontro Obras, Meios e Processos

Visita aos ateliês do arquiteto e artista Carlos Fajardo, no dia 12, e da artista e curadora Maria Bonomi, no dia 13.  No dia 11, a professora Cecília Almeida Salles conversa com os participantes sobre instrumentos teóricos para discutir as redes da criação e o que deve ser observado durante a visita aos ateliês dos artistas. No sábado, dia 14 as visitas serão avaliadas com a professora.  Estas atividades são restrita a inscritos previamente, com 15 vagas selecionadas em parceria com instituições de ensino superior.

quarta 11 junho 19h30
debate Making of como Território de Documentação
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

As cineastas Caru Alves de Souza e Tata Amaral apresentam a documentação do processo de criação de Antonia, com enfoque na produção do making of, que integra o DVD do filme.

quinta 12 junho 19h30
debate A “Fórmula do Sucesso” e o Ouvinte de Rádio
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

A musicista e pesquisadora Silvia de Lucca apresenta sua pesquisa da construção do produto musical de sucesso nas rádios de São Paulo, com enfoque nas molduras realizadas pela fala dos locutores, que induzem certo modo de recepção por parte dos ouvintes. Participação de Sérgio Nader.

sábado 14 junho 15h às 18h30
painel IV Autoria
sala vermelha 50 vagas [os interessados devem se inscrever em atendimento@itaucultural.org.br]

Os artistas Hermes Renato Hildebrand , que trabalha em equipe interdisciplinar de arte multimídia, e Rubens Rewald, que lida com processo de dramaturgia colaborativa, discutem autoria em rede, originalidade e autoria centrada em uma pessoa.

sexta 13 a domingo 15 junho 19h30
espetáculo-oficina Jogando no Quintal
sala itaú cultural 247 lugares [ingressos distribuídos com meia hora de atecedência]

Espetáculo teatral encenado por palhaços em que a palavra de ordem é a improvisação. Com estrutura de uma partida de futebol, o jogo é disputado por dois times de três palhaços-atletas e acompanhado por um árbitro e por uma banda que cria e interpreta ao vivo a trilha sonora que embala as jogadas.

REDES NA IMPRENSA

30 de maio de 2008

Folha de São Paulo

Folha de São Paulo

Jornal da Tarde

Folha da Tarde

O Estado de São Paulo

O Estado de São Paulo

DEBATES: As redes tecidas pelo processo de criação geram discussão no Itaú Cultural - Giro Cultural

De 30 de maio a 15 de junho, o tema processos de criação é discutido por artistas, escritores, cientistas cineastas, músicos e pesquisadores em evento que conta ainda com espetáculos de música, poesia e apresentações de palhaços; em 142 horas e meia, ao vivo, o artista plástico Paulo Almeida produzirá uma obra em constante mutação; Arrigo Barnabé, Maria Bonomi, Ignácio de Loyola Brandão, Lisette Lagnado, grupo Uatki e Jogando no Quintal são alguns dos convidados para o evento.

Uia Diário

02 de junho de 2008

jornalismo.com.br

ube.org.br

Metro SP

Sapos Voadores

03 de junho de 2008

04 de junho de 2008

05 de junho de 2008

06 de junho de 2008

Jornal da Tarde:

08 de junho de 2008

09 de junho de 2008

11 de junho de 2008

12 de junho de 2008

13 de junho de 2008

17 de junho de 2008

 
 
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