21.08.2009 por admin
Encontros de Interrogação 2009.
Verónica Galíndez-Jorge
Da escrita à pena ao manuscrito de computador, o escritor inventa técnicas para deixar rastros. Mas quem é este escritor que deixa rastros na era das poéticas pós-humanas e dos softwares geradores de livros que independem de intervenção autoral? Pensando a crítica genética como uma proposta de leitura de processos criativos, a professora Verónica Galíndez-Jorge conta a história de uma prática que começa nos primeiros manuscritos a se tornarem públicos e desemboca nestes dias em que bibliotecas incorporam HDs antigos contendo arquivos de escritores jovens ao seu acervo. Durante o percurso, que tem como pano de fundo a transformação do escritor em profissional da escrita, ela aborda o nascimento dos estudos geneticistas e suas transformações, decorrentes dos dilemas da escrita contemporânea. Que autoria é a dos textos que mudam a cada clique do leitor? As mudanças nas práticas literárias colocam diante da crítica genética um dilema a ser assumido pela crítica em geral: o de buscar instrumentais novos para a interpretação de novos tipos de texto.
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