ok
         
 
VOCABULÁRIO
 
ARQUIVO
 
“Hardoce 90 - uma história oral”
18.01.2010 por moderador

Acreditando que “nenhum movimento social é estanque” e que “é importante ver o que se transforma no tempo e no espaço”, o historiador Marcelo Fonseca lançou-se no estudo do hardcore para “retomar os tópicos, rever as análises, entender o que se parte e o que se cria de novo”.

“Hardcore pode ser barulho ao ouvido do leigo, mas nesse estudo/filme, essa palavra é muito mais que “núcleo-duro”, “casca-grossa” ou “punk tocado de forma rápida e agressiva”, ela simboliza uma comunidade também, argumenta o pesquisador.

Marcelo criou um blog para registrar o processo de produção do documentário que leva temporariamente o nome de “Hardcore 90 - Uma História Oral”. O documentário parte da pesquisa de Marcelo Fonseca, mestrando em História Social pela PUC-SP.

 


Transitivos – propostas para uma curadoria de processo
7.09.2009 por moderador

A convite do SESC Pinheiros, Cecilia Salles elaborou um projeto de curadoria de processo de obras que se desenvolveriam e/ou continuariam seu processo de construção no espaço expositivo, fosse a partir de ações de artistas e /ou do público. A seguir, um relato sobre as questões que envolviam as escolhas sobre como expor processo:

A exposição nos deu à primeira vista um dado que permearia todo nosso entendimento do projeto: apresentação de experiências processuais ao público, e não somente, a obra “finalizada”.

Partindo dessa premissa, trabalhamos com duas propostas curatoriais, uma primeira que selecionou os artistas e seus projetos de trabalhos; e uma segunda, que nos guiou na maneira de expor e de lidar com os trabalhos.

A expografia tornou-se o grande desafio de Transitivos. Os “projetos” de obras deveriam ser exibidos, assim como o passar de “fases” de construção e também os caminhos trilhados pelos artistas. Mas a apresentação desses materiais não poderia ser algo extremamente narrativo, como um manual de instrução dos trabalhos, e nem tampouco deveria separar processo e obra.

Outro desafio era a ocupação do espaço da exposição em dois pisos, o que facilmente, poderia ter nos levado a uma expografia que dividisse obra e processo. Mas a questão era exatamente não exibir essa cisão e, por outro lado, também convidar o público a visitar o piso superior.

As soluções para todas essas questões vieram conjuntamente para adequar todas as intenções da curadoria de processo. Dividimos a exposição em fases.

A primeira fase foi determinada pelo processo de montagem dos espaços de cada artista. E nós nos responsabilizamos por uma coleta de materiais de construção, enquanto a Lucila registrava em vídeo esses primeiros momentos. Esses registros editados semana a semana ocuparam o piso superior. Enquanto no piso inferior foram colocados dois monitores que exibiriam imagens “ao vivo” do piso superior, como uma forma de convidar o visitante a ver de perto o processo acontecendo.

Na segunda fase, os materiais coletados foram editados como fotografias, e estas foram expostas como uma rede de componentes criativos do processo de cada artista e ligadas por setas. O primeiro vídeo de registros foi colocado no primeiro monitor e assim, semana após semana, os vídeos foram sendo editados e apresentados nos monitores, à medida em que os trabalhos e os processos de construção iam acontecendo.

Enquanto a exposição ficou em cartaz, lidamos com as indefinições e imprevisibilidades de cada processo, com a diversidade de obras, e até mesmo com obras que “dificultavam”, de alguma maneira, o registro de seus caminhos de construção.

  • Links Relacionados

 


Cuando la fe mueve montañas
30.08.2009 por moderador

A obra de Francis Alÿs contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas da cidade de Lima. O artista propôs um trabalho de colaborativo para deslocar uma duna de areia.


Beam Drop
30.08.2009 por moderador

 

Este vídeo documenta o processo de criação da escultura Beam Drop, do artista americano Chris Burden. A obra foi realizada no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, em 2008.


Originais Literários na Era Virtual. O Fim da Crítica Genética?
21.08.2009 por moderador

Encontros de Interrogação 2009.
Verónica Galíndez-Jorge

Da escrita à pena ao manuscrito de computador, o escritor inventa técnicas para deixar rastros. Mas quem é este escritor que deixa rastros na era das poéticas pós-humanas e dos softwares geradores de livros que independem de intervenção autoral? Pensando a crítica genética como uma proposta de leitura de processos criativos, a professora Verónica Galíndez-Jorge conta a história de uma prática que começa nos primeiros manuscritos a se tornarem públicos e desemboca nestes dias em que bibliotecas incorporam HDs antigos contendo arquivos de escritores jovens ao seu acervo. Durante o percurso, que tem como pano de fundo a transformação do escritor em profissional da escrita, ela aborda o nascimento dos estudos geneticistas e suas transformações, decorrentes dos dilemas da escrita contemporânea. Que autoria é a dos textos que mudam a cada clique do leitor? As mudanças nas práticas literárias colocam diante da crítica genética um dilema a ser assumido pela crítica em geral: o de buscar instrumentais novos para a interpretação de novos tipos de texto.

 


The Tulse Luper Suitcases
13.03.2009 por moderador

Em 2007 o cineasta inglês Peter Greenaway foi convidado a participar do 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica SESC Videobrasil, realizado em São Paulo, para o qual trouxe o ambicioso “The Tulse Luper Suitcases”, um projeto multimídia que busca reconstruir a vida de Tulse Henry Purcell Luper, projetista e escritor nascido em Newport, South Wales, cuja vida ele mesmo arquivou em 92 maletas.

Originalmente constituído por três filmes, uma série para televisão, 92 DVDs, 92 livros, um jogo on-line, exposições das maletas, performance de VJing (cinema ao vivo), vários eventos teatrais, exibições e instalações e uma infinidade de sites espalhados pela internet, “The Tulse Luper Suitcases” é um work in progress, cujas possibilidades e potencialidades ainda não foram totalmente explorados (e provavelmente nunca serão).

“The Tulse Luper Suitcases” é o resultado de toda uma carreira voltada para o renascimento do cinema, cuja morte Peter Greenaway prega há anos. É uma proposta radical não só em sua linguagem, mas principalmente em sua estrutura. A obra em si mesma é uma rede, onde os limites não estão claramente definidos e de repente nos vemos em seu interior, participando juntamente com os pesquisadores do filme, da construção da vida do protagonista.

Para tentar entender um pouco melhor esta faceta, só mesmo navegando por uma coleção de sites que informam e convidam a experimentarmos e nos perdermos no labirinto que foi a vida de Tulse Luper.

colaboração Eduardo Bonini

 


Stickers para espaços vazios
27.10.2008 por moderador

A 28ª Bienal de Arte de São Paulo tem como parte do projeto de curadoria a representação de sua crise. Assim, o curador Ivo Mesquita optou por deixar o segundo piso do prédio completamente vazio.

Antes da inauguração da Bienal, o grupoArac, que se define como “um grupo independente de coladores de stickers”, passou cerca de quatro horas do dia 23 de outubro de 2008 “arquitetando” uma intervenção.

Os adesivos foram agrupados em quatro ou cinco e colados em 15 pontos do segundo andar. São caveiras, borboletas e dentaduras, entre outros desenhos, que ficaram camuflados até a abertura da mostra.

Os desenhos estão escondidos sob folhas brancas e tinta. A ação está registrada no blog Bien-mal 2008, que mostra fotos do procedimento e algumas das imagens coladas.


“Strong enough to break”
27.10.2008 por moderador

 

Colaboração Ana Paula Cappellano

“Strong enough to break” é um documentário realizado em 2004 sobre o processo de produção e criação do terceiro álbum dos Hanson’s.


Matérias em tempo real
27.10.2008 por moderador

Colaboração Carla Miranda

A revista Wired criou Storyboard, um blog para acompanhar a produção de matérias, incluindo  o processo quase que em tempo real - da ideia à redação, edição e diagramação. Todos os passos são publicados, incluindo troca de emails internos, layouts, rascunhos etc.

 


O autor e a obra a se fazer
27.10.2008 por moderador

Escrever a quatro mãos, sob o olhar e as tendências do “outro” supõe uma criação colaborativa com questões processuais bem particulares.

A revista eletrônica Recto/Verso é um espaço de discussão sobre estudos de criação literária e artística e sobre os processos de construção destas áreas.

 

 

 

 
 
CATEGORIAS
LINKS